Rodovia Municipal Oswaldo Olsen


Extensão: 4.000 metros
Bairro: Gioppo, Nossa Senhora Salete
Lei 2432/2007

 

Oswaldo Olsen, filho de Eduardo e Anna Olsen, nasceu em Três Barras – SC, em 04 de setembro de 1918.

Seus pais, de origem dinamarquesa, lutaram com ingentes dificuldades para sustentar uma prole de 12 filhos.

Aos nove anos de idade, Oswaldo iniciou sua vida de trabalho. Para ajudar a família, vendia frutas e legumes que transportava em uma carrocinha. Já nesta tenra idade, seu espírito inventivo e de iniciativa começou a se manifestar. Tinha só dez anos quando começou a fabricar carrinhos com rodas de madeira e eixos de ferro, cuja venda possibilitava melhores condições de sobrevivência para a numerosa família. A par de sua capacidade inventiva, manifestava-se também o pendor para a música e, com relativa facilidade, aprendeu acordeon e piano. Com 16 anos, já participava de um conjunto local, o que viria a aumentar seus rendimentos.

Sua curiosidade e seu interesse pela mecânica o levaram a um aprendizado prático em oficinas e não raro, apesar da pouca idade, era surpreendido a dirigir as pesadas locomotivas (de 50 a 60 toneladas), da Companhia Lumber. Mal tinha completado 15 anos e já era profissional, consertando tratores das marcas Fordson e Caterpillar. Tomou gosto pelas máquinas que passaram a constituir sua primeira paixão. As observações e o interesse que tinha pelas máquinas de madeireira Lumber, principalmente os guinchos, plantaram em sua mente de criança, as ideias que mais tarde iria pôr em prática, ao construir suas próprias máquinas. Seu primeiro guincho, fabricado em 1944, existe até hoje, em perfeito funcionamento.

Em 1942, deixou sua cidade natal mudando-se para Caçador, onde ao lado de seu primo Wigando Olsen, iniciou a fabricação de aparelhos a gasogênio, instalando a IMBERT, primeira indústria metalúrgica da localidade. A partir de 1956 passou a dedicar sua atenção à fabricação de tratores de esteiras, fundando em 1962 a Companhia Olsen de Tratores Agro-Industriais. Exatamente às 09:30 horas do dia quatro de setembro, data e hora do nascimento do senhor Oswaldo Olsen, seu primeiro trator começava a "engatinhar", coisa que só o destino sabe explicar. Em entrevista a um jornal da época, Olsen declarou: "Meu trator é uma realização de caráter cem por cento nacional, feito no Brasil, com materiais e técnicas do Brasil, e pelo Brasil".

Olsen sempre fez questão de observar que sua vida de sucesso não foi apenas mérito seu. Na pessoa dedicada, amorosa, humilde e ativa da sua esposa, Genoveva Olsen, ele encontrou um baluarte, um esteio e o fator principal de seu sucesso. Casados em 15 de novembro de 1939, o casal teve sete filhos.

Oswaldo Olsen em um de seus tratores, durante um desfile de 7 de Setembro em Caçador

A obra de Olsen teve o reconhecimento público através das medalhas e honrarias de que é possuidor, entre as quais a de "Pero Vaz de Caminha", o título de "Cidadão Honorário de Caçador", o certificado da V Região Militar pelos relevantes serviços prestados à comunidade, sendo ainda reconhecidas suas indústrias como as técnicas mais avançadas, na Feira de Hanover. O Hino de Caçador é um trabalho deixado por Oswaldo que comprova sua sensibilidade e seu amor pela terra que o acolheu.

Um trabalho profícuo em prol da comunidade, uma inteligência incomum que o aproxima do gênio, uma fidelidade aos próprios ideais, uma vontade e uma têmpera de aço que não permitem recuo nem mesmo diante dos maiores obstáculos, um grande amor ao próximo, à família e à pátria, são as características que enobrecem a personalidade de Oswaldo Olsen.

Casado com Genoveva Manchenski Olsen, com quem teve 7 filhos: Marcos, Osvaldo Ernani, Oneide, Oldemar, Márcia, Suzeli e Carlos.

Oswaldo Olsen faleceu em 21 de novembro de 1992, aos 74 anos de idade.

Originalmente, a redação da Lei que denomina esta rodovia municipal, utilizava-se de grafia incorreta para o nome do homenageado (Osvaldo, com “v”). Como visto, a grafia de seu correta de seu nome é efetuada com “w”. Constatada a incorreção a Câmara Municipal aprovou a Lei 3614/2020, modificando a primeira, e estabelecendo no texto legal a real grafia do nome do homenageado.