Rua Olavo Bilac

Extensão: 400 metros
Bairro: Paraíso
Lei 44/1966



Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (16/12/1865 – 28/12/1918) foi um dos principais poetas brasileiros, representante do estilo do parnasianismo e também exerceu as atividades de jornalista, contista e cronista. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Destacado aluno, cursou medicina e direito, porém não concluiu nenhuma das faculdades, atraído que estava pela produção literária. Como curiosidade, sabe-se que em 1897 Bilac acabou perdendo o controle do seu automóvel Serpollet e o bateu contra uma árvore na Estrada da Tijuca, no Rio de Janeiro. Supõe-se que este seja o primeiro relato de um motorista a sofrer um acidente automobilístico no Brasil.

Conhecido por sua atenção à literatura infantil, destaque na poesia parnasiana e atuante na participação cívica, o poeta foi convidado pela Prefeitura do Município do Rio de Janeiro para compor a letra de um Hino à Bandeira do Brasil, que foi adotado posteriormente por todo o país (Salve, lindo pendão da esperança...).

Olavo Bilac foi também um destacado defensor do serviço militar obrigatório, que já era lei desde 1907, mas somente foi aplicado durante a primeira Guerra Mundial, em 1915. Tal dedicação lhe rendeu o título de “Patrono do Serviço Militar”.

Marcou seu ativismo político com uma ferrenha oposição ao governo e ao estado de sítio decretado por Floriano Peixoto em 1891. Já no fim de sua vida, em 1917, Bilac recebe o título de professor honorário da Universidade de São Paulo. Apaixonado pela Língua Portuguesa, é de Bilac uma das mais destacadas homenagens ao nosso idioma.


Língua Portuguesa
Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!