Rua Olga Turatti Agusti

Extensão: 320 metros
Bairro: dos Municípios
Lei 3237/2015


Olga Rosa Turatti Agusti, filha de Fernando Turatti e Attege Giongo, nasceu em Roca Sales – RS, em 17 de julho de 1918. Veio para Caçador com 17 anos de idade, em 1935, juntamente com a família de seus pais e fixaram residência na linha Cará, nas terras da família Sorgatto, onde trabalhavam na lavoura.

Por morar muito próximo de José Agusti, que também veio do Rio Grande do Sul e estabeleceu-se na linha Cará, o encontro foi inevitável, bem como enamorarem-se um pelo outro e, dois anos depois do primeiro encontro, no dia 13 de fevereiro de 1943, subiram ao altar na antiga igreja Matriz de Caçador, Olga Turatti e José Agusti. Olga e José fixaram residência às margens do rio Jacutinga, na mesma linha Cará, local onde residiram por toda a vida. Tiveram 6 filhos, Vilma, Ivo, Osvaldo, Osmar, Hermes e Diles.

Acompanhou seu marido, desde a época em que este trabalhava na serraria e, em 1949 iniciaram nova jornada que seria marca indelével da família, o cultivo da terra. A partir de então, toda a família passou a dedicar-se com esmero para com a agricultura de vários cultivares, entre eles: uva, milho, trigo e feijão. Como não poderia deixar de ser, e mantendo-se fiéis às origens italianas, a partir da produção de uvas, veio também a produção do bom e velho vinho dos Agusti.

A família Agusti, na década de 1960, foi uma das sócias fundadoras da antiga Cooperativa Agrícola de Caçador Ltda. José foi um sócio atuante de modo que orientava outros sócios produtores de uva a produzirem com maior qualidade afim de melhor atender o mercado consumidor, do sudeste brasileiro e até mesmo para o exterior.       
    
Não bastasse isso, Olga e José participaram da fundação da feira livre que, em seus primeiros tempos, ocorria na avenida principal do município, em frente aos bancos. Após algum tempo a feira mudou-se para a Avenida Santa Catarina e ocorria em frente à prefeitura municipal. Só depois é que foi construído um local mais apropriado para a realização da feira livre, o qual ainda hoje, se faz realizar na rua Aristiliano Ramos, a popular Beira Rio, ficando assim como mais um legado histórico-social deste casal desbravador.

Como fundadores e produtores rurais participavam ativamente da feira, com iguarias coloniais e quitutes preparados por dona Olga. Instalaram o que chamavam de “a banca do cafezinho”, com cucas e deliciosos sonhos feitos e recheados por dona Olga. Fizeram muito sucesso na cidade, pelo qual até os dias de hoje os filhos são interpelados a fim de saber sobre os gostosos sonhos de dona Olga.           

Além disso, comercializavam na feira, vinho, salame, frutas, verduras e toda a sorte de produtos produzidos em seu sítio. Com o passar dos tempos o dificultoso deslocamento pelas madrugadas afora, feito em carroça para chegar até a feira, foi substituído pelo automóvel. Com fruto de tanto trabalho foi adquirido o famoso “jipe alaranjado”, tão conhecido em Caçador e que por mais de 50 anos esteve com o casal. Por quase duas décadas participaram avidamente deste importante empreendimento do município de Caçador, a feira-livre.

José e Olga foram, definitivamente, um casal ativo e participativo na sociedade de Caçador, e mais ativos e participativos ainda na comunidade onde viviam, na Linha Cará. Por inúmeras vezes fizeram parte da comissão executiva organizadora da comunidade, e fizeram parte da comissão da capela.

Tanto Olga quanto José participaram e ajudaram muito na organização e realização de festejos e eventos na linha Cará, contribuíram de maneira significativa para o desenvolvimento daquela importante comunidade social e econômica de nosso município. Não obstante, ainda hoje, permanece erguida naquela comunidade, uma cruz de madeira construída por Jose e um amigo, Adolfo Tomazi, no ano de 1946.

No ano de 2004 o casal foi homenageado com um troféu de menção honrosa por parte da Câmara Legislativa Municipal, e em 2005, José recebeu o troféu “Colono Desbravador”. Em 2010 foi a vez da comunidade do Cará render-lhes homenagens, ao reverenciá-los por serem o casal mais idoso da comunidade.

Olga sempre muitíssimo dedicada à casa e aos cuidados familiares. As latas de suspiros, a cesta de sonhos na feira, a cerveja feita em casa, a brincadeira com os netos ao redor da mesa, a “chimia” de abóbora, a mesa posta para o delicioso café aos domingos pela manhã, esperando pela chegada de toda a família, o convívio com os amigos e vizinhos na comunidade. Quem conviveu com dona Olga, sabe o que está sendo dito aqui, sabe do significado gigantesco destas pequenas coisas. Mostrou o que é amar os seus, mostrou o valor do Trabalho (com T maiúsculo), mostrou nunca desistir, mostrou coisas simples da vida, mostrou como se divertir, dar risadas.

O casal Agusti, ainda em 2014, comemorou no dia 13 de fevereiro, 71 anos de casamento. Pouco mais tarde, no dia 24 de maio de 2014 dona Olga faleceria, aos 96 anos de idade, sendo seguida pouco mais tarde, no dia 25 de novembro do mesmo ano, por seu marido José.

(adaptado de texto de seus filhos)